Desnutrição | A Fome Oculta

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Desnutrição | A Fome Oculta

Desnutrição | A Fome Oculta A desnutrição é uma síndrome associada ao baixo consumo de nutrientes e atinge mais as crianças e mulheres grávidas. A fome, ou deficiência energética crônica, é um dos fatores que levam a esse quadro. Dietas desbalanceadas e pouco diversificadas também produzem milhões de desnutridos. A falta de energia e de proteínas, conhecida como desnutrição energético-proteica, é letal entre as crianças. O risco de morrer de diarreia, uma das principais causas de mortalidade infantil, é nove vezes maior em crianças com baixo peso. Esse risco é duas ou três vezes maior para mortes por malária ou infecções respiratórias agudas.

A fome oculta
carência de minerais e vitaminas essenciais, como vitamina C, ferro, zinco, iodo e ácido fólico – aumenta a mortalidade entre crianças e adultos. A falta de vitamina A, obtida na carne, no leite materno, nos laticínios e em vegetais e frutas, traz problemas visuais, reduz a imunidade e favorece a morte por diarreia e sarampo. A escassez de iodo provoca retardo mental, dificuldade de aprendizado e lesões cerebrais. Para combater o problema, a solução mais simples, adotada em muitos países, é a adição de iodo ao sal de cozinha. Já a deficiência de ferro causa anemia em 45% das crianças brasileiras abaixo de 5 anos. De acordo com a Rede de Monitoramento Amiga da Criança, o Brasil não cumprirá a meta fixada pela Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir em um terço a taxa de desnutrição em crianças menores de 5 anos até 2010. Há três vezes mais crianças com baixa estatura (um indicador de desnutrição) nas regiões Norte e Nordeste que no Centro-Sul. Nas áreas rurais do Nordeste, um terço das crianças tem baixa estatura e o risco de desnutrição é seis vezes maior do que no Centro-Sul urbano. Para o grau mínimo de segurança alimentar, quando a população tem acesso permanente garantido a alimentos energéticos e nutritivos, é preciso comida disponível em quantidade adequada e famílias com recursos suficientes para comprá-la. A produção de alimentos no Brasil é 25,7% maior que o necessário. Por isso, a desigualdade social é apontada como uma das principais causas da desnutrição. Os mais pobres não têm acesso a esse excedente de alimentos. Para combater a desnutrição, o governo federal lançou, em 2001, o Programa Bolsa-Alimentação. A meta é diminuir a carência nutricional de 800 mil gestantes e mães que amamentam e de 2,7 milhões de crianças até 6 anos de famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo per capita. Em outubro de 2003, o programa foi incorporado ao Bolsa-Família.

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