Doenças Crônicas no Brasil

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Doenças Crônicas no Brasil 

Fazem parte desse grupo as doenças decorrentes do processo de envelhecimento e as provocadas pela degeneração das células do corpo. Elas não têm como causa principal um agente externo, como vírus ou bactéria. Essas enfermidades são responsáveis por 2 milhões de mortes por ano no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, as ações de prevenção se resumem a campanhas educativas.

Câncer
É o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado das células. Não se sabe o que produz essa enfermidade, mas a combinação de certos fatores (tendências genéticas, desequilíbrio ambiental, hábitos de vida pouco saudáveis, como o tabagismo) aumenta os riscos. O câncer é uma importante causa de mortalidade no Brasil: houve quase 72 óbitos em cada grupo de 100 mil pessoas em 2001, segundo o Ministério da Saúde. O que mais afeta a população é o câncer de pele do tipo não-melanoma, seguido pelos tumores malignos de mama nas mulheres. Calcula-se que só em 2003 tenha havido mais de 40 mil novos casos desse tipo de câncer, responsável pela morte de quase 10 mil mulheres. Os tumores que mais matam são os do aparelho respiratório, com mais vítimas entre os homens. Entre 1981 e 2001 registrou-se queda nos casos de morte por câncer de pulmão relacionados ao fumo entre os homens das regiões Sul e Sudeste. O resultado é tido como fruto das campanhas antitabagismo, feitas com mais intensidade nesses locais.

Diabetes
O diabetes melito é uma disfunção do pâncreas. A glândula deixa de produzir total ou parcialmente insulina – hormônio que controla o nível de glicose no sangue e sua entrada nas células. A obesidade, aliada a fatores genéticos, é o principal detonador da doença. Sem o devido controle, o diabetes produz deficiência circulatória, cegueira e lesões renais. Segundo a OMS, o Brasil tem 4,5 milhões de diabéticos, e esse número pode ultrapassar os 11 milhões até 2030. Em 2001 a doença foi responsável por 35 mil mortes, de acordo com o Ministério da Saúde.

Doenças cardiovasculares
As disfunções do aparelho circulatório respondem por quase um terço das mortes a cada ano, a maior parte nos países desenvolvidos. Mas a redução dos fatores de risco, com o controle da hipertensão, a adoção de dietas com menos colesterol e a eliminação do tabaco, contribui para diminuir o número de casos. Em contrapartida, a incidência de mortes por doenças do aparelho circulatório cresceu nas nações em desenvolvimento. Os principais motivos são o envelhecimento da população e a adoção de hábitos antes exclusivos dos países ricos (sedentarismo, alimentação inadequada, álcool e drogas). Problemas cardiovasculares são o principal fator de mortalidade no Brasil, que ocupa a nona posição na lista de países com mais óbitos por doenças cardíacas e a sexta por acidente vascular cerebral. A doença vascular que mais mata é o infarto, resultado da obstrução de uma ou mais artérias do coração. Em segundo lugar vem o acidente vascular cerebral (AVC), provocado pelo entupimento ou rompimento de vasos cerebrais. Juntos, infarto e AVC são responsáveis por mais de 300 mil mortes a cada ano no país. A hipertensão ou pressão arterial alta está relacionada a 60% das mortes por AVC e 40% das mortes por infarto.

Doenças respiratórias
As doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite, atingem cerca de 15% da população brasileira, a maior parte crianças, mulheres e idosos. Em geral são habitantes dos centros urbanos expostos à poluição do ar provocada pela grande quantidade de gases tóxicos resultantes da atividade industrial e da circulação de veículos. Esse grupo de doenças é uma das principais causas de mortalidade no país e um dos maiores responsáveis por internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a OMS, 30% da população mundial sofre de alergia; destes, 60% padecem de alergias ligadas ao aparelho respiratório.


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