Varíola | Contágio e Prevenção

Varíola | Contágio e Prevenção

Varíola | Contágio e PrevençãoA varíola é uma doença infecto-contagiosa provocada pelo vírus Orthopoxvírus variolae, um dos maiores vírus que afeta o ser humano. Foi conhecido quando uma múmia de 1550-1307 a.C. apresentava vestígios do vírus. Ao entrar no organismo humano, o vírus se hospeda em uma determinada célula, onde fabrica suas proteínas e multiplica-se no cito-plasma da mesma. O sistema imunitário do organismo reage contra o vírus destruindo as células antes que o vírus se multiplique, porém o sistema imunitário não consegue bloquear completamente a multiplicação do vírus, pois a proteína que produz faz com que o mesmo fique resistente aos anticorpos.

A transmissão da doença ocorre através do contato com pessoas doentes e pelos obetos utilizados por essa mesma pessoa. Após 14 dias de incubação a doença começa a se manifestar, os primeiros sintomas são: febre, mal-estar, fadiga, dores pelo corpo, manchas avermelhadas, vômitos e náuseas. As manchas avermelhadas que aparecem na pele se trans-formam em bolhas purulentas que após um período secam e formam crostas.

Como a doença fragiliza o sistema imunitário do indivíduo há grande possibilidade de, nesse período, contrair novas doenças e infecções. Como é uma doença provocada por vírus, não existem tratamentos específicos, sendo que a preocupação é voltada para as sequelas que a doença pode deixar. A doença pode ser prevenida através da vacina que cria imunidade contra o vírus. Atualmente, a varíola é uma doença praticamente extinta já que há tempos não faz vítimas (1980), porém existe a preocupação de existirem armas químicas com o vírus.

Contágio: O contágio é direto ou, muito mais frequentemente, indireto, por roupas, utensílios e objetos contaminados por um doente.

Sintomas: É característica da doença a formação de pústulas grandes e numerosas que dei-xam marcas ou cicatrizes depois que as crostas caem.

Controle: Erradicada no Brasil, essa doença tem como profilaxia a aplicação de vírus vivos atenuados, por via subcutânea.

Epidemiologia
A varíola matou quase 500 milhões de pessoas só no século XX. O último caso registrado de varíola ocorreu na Somália em 1977 e o seu vírus hoje só é guardado em dois laboratórios governamentais bem vigiados, nos EUA e na Sibéria, Rússia. Este sucesso de erradicação só foi naturalmente possível porque o único hospedeiro do vírus era o ser humano, pois o vírus é incapaz de infectar quaisquer outras células.

Progressão e sintomas
Há dois tipos de varíola, a varíola maior (ou apenas varíola) e a varíola menor ou a-lastrim, com os mesmos sintomas mas muito mais moderados.

O período de incubação é de cerca de 12 dias. Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, com febre, mal-estar, mas depois surgem dores musculares e gástricas e vômitos violentos. Após infecção do trato respiratório, o vírus multiplica-se nas células e espalha-se primeiro para os órgãos linfáticos e depois via sanguínea para a pele, onde surgem as pústulas típicas, primeiro na boca, depois nos membros e de seguida generalizadas.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico se faz por análise pelo microscópio eletrônico de líquido das pústulas. Os vírus são característicos e facilmente visíveis.

A varíola não tem cura. A única medida eficaz é a vacinação.

Foi erradicada por um programa de vacinação promovido pela OMS na década de 1970. A vacina é baseada na administração de vírus vivo vaccinia (o nome vacina vem do nome deste vírus já que foi a primeira vacina), aparentado da varíola e que causa a doença varíola bovina no gado e em humanos que mantenham tenham contato com as feridas do animal.

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