A CÓLERA NO MUNDO

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Doença infecciosa aguda do aparelho gastrointestinal causada pela bactéria Vibrio cholerae. É transmitida pela água e por alimentos contaminados, consumidos sem esterilização, e pelo contato com vômito e fezes infectadas. O principal sintoma é uma súbita e forte diarréia aquosa, que pode levar à desidratação e, se não tratada adequadamente, à morte em 24 ou 48 horas. A moléstia pode permanecer incubada por até cinco dias e apresentar outros sintomas, como cólicas, câimbras e vômitos. Mulheres grávidas infectadas correm o risco de aborto ou de parto prematuro. Cerca de 90% das pessoas que entram em contato com o vibrião colérico não apresentam sintomas da doença, embora sejam agentes transmissores em potencial. Indivíduos mal nutridos, com baixa defesa imunológica ou reduzida acidez gástrica, podem desenvolver a doença de maneira mais severa. Mas, combatida a tempo, a cólera é curável e não deixa seqüelas.

A cólera é uma moléstia típica de países onde o saneamento básico é insuficiente. A principal maneira de evitar a doença é estendendo-se o sistema sanitário a toda a população. Na ausência de tratamento adequado, é preciso ferver ou clorar a água e lavar muito bem os alimentos crus.

Em 1991, uma epidemia que teve início no Peru se espalhou pelas américas do Sul e Central, até o México. A partir de então, registraram-se cerca de 340 mil casos da doença e 3.600 mortes causadas por ela, no Ocidente.

Tratamento – Consiste em reidratar o paciente por via oral e endovenosa (aplicação na veia) e medicá-lo com antibiótico, para matar o vibrião. As vacinas existentes têm baixa eficácia e a imunização é pouco duradoura.