Dengue no Mundo

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Dengue no Mundo
Doença infecciosa causada por quatro tipos de vírus e transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que se reproduzem em poças de água, nas regiões tropicais e semitropicais do mundo inteiro. A partir da década de 70, grandes surtos atingiram a América Latina, a África e a Ásia, sobretudo nas zonas urbanas. Costuma aparecer de forma epidêmica na época do verão, quando as chuvas são mais frequentes.

A doença se manifesta de três formas. A dengue clássica provoca erupções na pele, dores musculares e de cabeça, compromete as vias aéreas superiores, causa febre e aumento das glândulas linfáticas. Na segunda forma, chamada dengue hemorrágica, o doente apresenta hemorragias gastrointestinais, cutâneas, gengivais e nasais. Essa forma ocorre quando o indivíduo já teve a doença e é reinfectado por um dos outros tipos de vírus. Se não for tratada a tempo, leva à morte em 50% dos casos. A dengue hemorrágica pode, ainda, evoluir para a forma grave de todas, chamada síndrome de choque da dengue. Nesse estado, mais comum entre crianças menores de 15 anos, o paciente sofre falência circulatória e, sem tratamento, a probabilidade de morte sobe para 80%.

Transmissão – O mosquito Aedes fêmea infecta-se ao picar um portador de um dos quatro tipos de vírus causadores da dengue. A partir de então, o inseto contamina todos os indivíduos que picar durante a vida. O Aedes costuma atacar ao amanhecer e no início da noite. O homem é o principal hospedeiro do vírus, mas estudos indicam que alguns macacos africanos também podem ser infectados, servindo de fonte para o contágio de novos insetos. O vírus circula na corrente sanguínea humana por um período que varia de dois a sete dias.

Tratamento – Não existe vacina contra a dengue. A prevenção é feita com a aplicação de inseticidas e a eliminação de recipientes e objetos que possam acumular a água da chuva, como garrafas, pneus velhos, tambores e latas. Nesses focos de água parada a fêmea costuma pôr cerca de 50 ovos, que eclodem em 48 horas. Alterações climáticas e ambientais têm ajudado no surgimento de epidemias. Na última década, a temperatura da Terra subiu meio grau, favorecendo as condições de reprodução de insetos. Além disso, o uso sem controle de inseticidas provoca o surgimento de insetos resistentes às formas de combate.

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