MENINGITE - CAUSAS, SINTOMAS, PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Doença infecciosa que atinge as três membranas que envolvem o cérebro, chamadas de meninges: a dura-máter, mais externa e colada à caixa craniana; a aracnóide, intermediária; e a pia-máter, interna, junto do cérebro. É provocada por vírus ou bactéria. A meningite viral é mais branda e facilmente curável. A bacteriana, bem mais grave, é causada principalmente por três bactérias: pelo meningococo (Neisseria meningitidis), que causa a meningite meningocócica, a mais freqüente no Brasil; pelo hemófilo, comum em crianças com menos de 5 anos de idade; e pelo pneumococo. A bactéria transmissora da meningite meningocócica pode apresentar-se em três formas: A, B ou C.

Contágio – A transmissão da bactéria se dá por via respiratória. Os surtos acontecem principalmente no inverno, quando são mais freqüentes as aglomerações de pessoas em ambientes fechados. O microrganismo fica incubado no corpo de dois a dez dias. Durante essa fase, os sintomas não são evidentes e a doença pode ser confundida com uma gripe, o que aumenta o risco de transmissão.

Sintomas e conseqüências – Os primeiros sinais da doença são febre alta e persistente, vômito em jato, dor de cabeça constante, rigidez na nuca, sonolência, confusão mental, irritabilidade e falta de apetite. O diagnóstico é feito pela análise do liquor, um líquido que fica entre a meninge aracnóide e a pia-máter. Se uma pessoa está infectada, o liquor apresenta pus. Em bebês são comuns também convulsões e moleira tensa. A evolução da doença é muito rápida, e o quadro pode agravar-se em apenas 12 horas. As bactérias liberam toxinas, que são levadas pela corrente sanguínea para outros órgãos. Sem tratamento, ocorrem insuficiência renal, cardíaca e pulmonar. Nessa situação, 80% dos doentes morrem. Os sobreviventes podem apresentar seqüelas neurológicas, como surdez, cegueira e retardo mental.

Prevenção e tratamento – É recomendável evitar locais fechados com aglomerações, em especial no inverno, e procurar sempre um médico em caso de contato com pessoas doentes. Vacinas contra a meningite meningocócica dos tipos A e C e a causada pelo hemófilo são aplicadas a cada vez que surge um surto da doença. Já a imunização contra a meningite causada pelo pneumococo funciona bem em adultos, mas é pouco eficiente em crianças. Desde que iniciado rapidamente, o tratamento – com antibióticos injetados, corticóides e hormônios que evitam inflamações causadoras de seqüelas – é eficaz. Em 2001, é desenvolvida a vacina anti-meningocócica AC conjugada, eficiente contra meningococos A e C, que pode ser usada já a partir dos primeiros meses de vida.

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