Aves | Características Gerais das Aves

Aves | Características Gerais das Aves

Aves | Características Gerais das Aves
Aves cinegéticas brasileiras
Entre as aves cinegéticas brasileiras destacam-se os tinamiformes, que representam as caças de pio. Delas, os macucos, jaós e inhambus, que habitam as matas e capoeiras, são as mais apreciadas pelos caçadores dessa modalidade esportiva. Os mais sagazes e difíceis de serem abatidos são os macucos, habitantes das matas virgens ou primitivas. As perdizes e codornas são caçadas com o auxílio de cães perdigueiros amestrados. Vivem nos campos gerais, cerrados e descampados. Devido à rapidez do voo, o caçador deverá ter boa pontaria, para poder abatê-las no ar.

Os galiformes estão entre as aves brasileiras mais apreciadas pelos caçadores, sobretudo nas regiões pouco desbravadas, devido à grande quantidade de carne que fornecem. Entre elas destacam-se os urus, jacutingas, cujubins, jacus, aracuãs e mutuns. Possuem voo pesado, alimentam-se de frutos silvestres, sementes etc. Para abatê-las o caçador espera nos poleiros, à noite, ou pela manhã, junto às árvores cujos frutos ou se- mentes lhes servem de alimento. Os mutuns são as maiores do grupo. Os urus podem ser considerados também como caça de pio, bem como as jacutingas.

Outro grupo de aves muito apreciado pelos caçadores são os anseriformes, representados pelos marrecões, patos de crista, patos do mato, marrecas e mergulhões. Vivem nos rios, lagos e terrenos alagadiços, e para abatê-las o caçador as espera ou procura ativamente, sobretudo de madrugada ou ao anoitecer.

Entre os gruiformes destacam-se os jacamins da Amazônia, as saracuras e frangos-d'água, as galinhas-d'água e marrequinhos. Os narcejões e narcejas, entre os caradriformes, são muito estimados pelos caçadores como aves de tiro ao voo. Os columbiformes ou pombos, sobretudo as pombas verdadeiras, a avoante e as juritis, também são aves muito procuradas pelos caçadores brasileiros.

Galinha
 Criadas inicialmente para a obtenção de galos de briga e depois como aves ornamentais, graças ao rico colorido da plumagem, apenas no século XX as galinhas tornaram-se importante fonte de alimento.

Ave da ordem dos galiformes, família dos fasianídeos, em que se incluem também o faisão e o pavão, a galinha doméstica (Gallus gallus) é uma ave adaptada à marcha, dotada de asas que mal podem sustentar o peso do corpo. A espécie selvagem, da qual descende, é o galo banquiva asiático, que vive no sul da Ásia, nas florestas da Índia e na Indochina.

O macho é o galo, mais esbelto e de plumagem mais vistosa que a fêmea, com grande variedade de cores, isoladas ou misturadas: branco, vermelho, negro ou ocre. As plumas posteriores formam uma cauda ou penacho de reflexos metálicos, em feitio de foice. A cabeça é coroada por uma crista vermelha. Por baixo do bico, curto e forte, pendem prolongamentos também vermelhos. Os dedos terminam em unhas fortes e rombudas, especialmente o dedo posterior, cuja unha afiada denomina-se esporão. Agressivos, os galos travam combate quando se encontram, usando o bico e os esporões como armas. As competições denominadas brigas de galo, ilegais no Brasil, realizam-se em local próprio, a rinha. Pela belicosidade dos galos, é costume manter apenas um deles em cada galinheiro.

As fêmeas são de porte menor que o galo, têm cores menos vistosas, cristas menores, e emitem um som peculiar, o cacarejo. A galinha é animal ovíparo. A incubação dura 21 dias, durante os quais ela cobre os ovos com o corpo para aquecê-los, a fim de que se desenvolvam os embriões e nasçam os pintos. É quando se diz que a galinha está choca, ou no choco.

A avicultura registrou grandes progressos na pesquisa e obtenção de excelentes raças. As mais de cem raças conhecidas de galinhas dividem-se geralmente em quatro grupos. No primeiro estão as americanas, como a plymouth rock, de grande porte e boa qualidade de carne; a wyandotte e a rhode island red, poedeiras; e a new hampshire, que põe ovos de grande tamanho. O segundo grupo inclui as raças do Mediterrâneo, como a leghorn, melhor entre todas as poedeiras; e a white minorca. No grupo das raças britânicas, a única delas que é importante na atualidade é a cornish, usada para cruzamento. Dentre as asiáticas, também restou uma única raça moderna importante, a brahma.

A otimização da criação depende do manejo adequado de fatores como temperatura, umidade, iluminação, instalações. A alimentação é à base de rações, com vistas a obter maior produtividade. O controle sanitário evita doenças, como pulorose e bouba, e parasitos (tênia, sarna, piolhos etc.). Os frangos atingem peso comercial (aproximadamente 1,5kg) em sete ou oito semanas. O valor depende das qualidades condicionadas pela alimentação: cor da carne, textura, maciez e sabor.

Avicultura
A aplicação dos avanços tecnológicos às diversas atividades ligadas à criação de aves e à comercialização de seus produtos transformou a avicultura em um próspero setor da agropecuária.

Avicultura é a parte da pecuária dedicada à criação e aproveitamento das aves denominadas de granja, como galinhas, gansos, patos, pavões, perdizes e codornas. Ficam também incluídas nessa atividade outras espécies, como os pombos ou mesmo aves não domésticas, que se criam com a finalidade de repovoar zonas de caça.

Histórico. A avicultura já era praticada pelos chineses e pelos egípcios vários séculos antes da era cristã, tendo alcançado notável desenvolvimento entre os gregos e romanos. Estes últimos elaboraram vários tratados e escritos em que se referiam detalhadamente a diversas operações da criação aviária.

Na Idade Média, as aves constituíam uma parte importante da alimentação humana, abundando em aldeias e povoados as granjas e pequenas criações familiares de galinhas, gansos e patos. No entanto, as condições de criação e os cuidados que se dispensavam aos animais estavam longe de manter as condições higiênicas adequadas.

Já no século XIX estabeleceram-se princípios e regras racionais para se obter maior rendimento das aves domésticas, ao mesmo tempo em que eram feitas experiências de avicultura em escala industrial. Os avanços na seleção de espécies, alimentação, tratamento das enfermidades das aves e mecanização das granjas aviárias, obtidos principalmente na segunda metade do século XX permitiram que se alcançassem produções de magnitude crescente, sobretudo no que respeita às galinhas, tanto poedeiras como de criação.  Objetivos e princípios da avicultura. O êxito da criação de aves de- pende de uma série de fatores, na realidade comuns à criação de outras espécies animais, como são a alimentação, a prevenção e tratamento de enfermidades, a influência de determinadas condições ambientais no crescimento das aves, bem como a concepção de instalações adequadas para as granjas. Além disso, deve-se acrescentar ainda a infra-estrutura necessária para regular a postura e incubação de ovos. Como atividade econômica que é, a avicultura requer um estudo profundo dos mercados, custos e rentabilidade, assim como a análise dos canais de comercialização de seus produtos.

As criações podem ser extensivas ou intensivas. Nas primeiras, a seleção é mínima e a produção e rendimento bem mais baixos. As intensivas caracterizam-se por uma grande seleção e pela utilização de raças muito produtivas, assim como pelo uso de modernas instalações que permitem a criação de grande número de aves em espaço reduzido.

Diversos são os fatores que influem no adequado rendimento de uma granja de avicultura. Devem-se considerar entre eles a temperatura, a umidade, a luz, a ventilação e a densidade ou número de animais por superfície. Se um ou vários de tais parâmetros tornam-se inadequados, podem causar alterações de diversos tipos nas aves e determinar um gasto inútil de energia com as consequentes modificações do crescimento, da reprodução, da postura e da mortalidade.

Instalações. A criação de aves pode ser feita em gaiolas ou no chão. Nas gaiolas os animais são instalados em grupos reduzidos ou mesmo solitariamente (caso das gaiolas para poedeiras). No segundo caso, o terreno deve constar de diferentes partes, tais como grades metálicas, placas de madeira e superfícies de cimento.

As modernas granjas de avicultura dispõem de sistemas mecanizados que realizam automaticamente as operações de recolhimento dos ovos, retirada de excrementos, distribuição do alimento etc. Desse modo melhora-se a funcionalidade das instalações e consegue-se uma importante economia de mão-de-obra. Obtém-se o máximo controle nas instalações fechadas, em que tanto a iluminação como a temperatura e a ventilação são artificiais. Em algumas criações utilizam-se grandes incubadoras, com capacidade para incubar centenas de ovos ao mesmo tempo.

Nas instalações dedicadas à obtenção de ovos, uma vez iniciada a postura, incrementa-se a quantidade diária de luz para estimular dessa forma os ovários das poedeiras. Os ovos são classificados de acordo com o peso, a forma, a cor, a espessura da casca etc. As aves destinadas à produção de carne devem ter plumagem branca ou de coloração suave, mas não escura, já que esse caráter está negativamente relacionado com a pigmentação e qualidade da carne. Nesses tipos de criação os animais têm de ser sacrificados depois de um mínimo de oito semanas de crescimento, pois antes disso sua carne é menos saborosa.

Alimentação e enfermidades das aves. A maioria das aves de capo- eira nutre-se de uma dieta muito variada, que se compõe tanto de matéria vegetal (erva, grãos etc.), como de pequenos animais, especialmente vermes e insetos. Uma alimentação racional deve levar em conta os requipage482image684

sitos do animal nas diferentes fases de sua vida. Entre as substâncias que as aves devem ingerir incluem-se ácidos graxos, proteínas cuja composição de aminoácidos seja a mais idônea, vitaminas, minerais, fatores de cresci- mento e fibras. Além disso, a relação proteínas/energia e a digestibilidade dos alimentos devem ser ótimas. Acrescentam-se também à dieta antibióticos e outros medicamentos para prevenir o aparecimento de enfermidades. Com as matérias-primas necessárias, preparam-se rações compostas.

Os grãos mais empregados são a aveia, a cevada, o trigo, o centeio, o milho e as sementes de girassol. Empregam-se ainda forragens, diversas verduras e alimentos de origem animal, como farinhas de osso, de pescado e de conchas.

Entre as enfermidades mais comuns devem-se mencionar as de origem virótica, como a cólera aviária, transmitida pelos dejetos dos animais, e a leucose. Também são importantes as originadas por bactérias, como o tifo, denominado pulorose quando afeta os pintos, e as causadas por protozoários, como a coccideose, que gera focos supurativos no organismo. Outras afecções se devem a carências vitamínicas, sobretudo de vitaminas K e E. Ainda assim são frequentes acidentes tais como a obstrução do papo por algum corpo estranho ingerido pela ave.

Produtos obtidos das aves. Os principais produtos obtidos das aves são a carne e, no caso da galinha, os ovos. Dos gansos utiliza-se, além da carne, a gordura branca, de que se podem obter até 700g por espécime, o fígado, com que se fabricam patês (foiegras), e as penas.

Os despojos das aves sacrificadas, como pescoços, vísceras, patas etc., são empregados na alimentação do gado. Os dejetos podem ser aproveitados como fertilizantes.

Ganso

Ganso
Entre os gansos, o acasalamento é monogâmico e dura enquanto viverem os dois animais. Embora nadem, essas aves não se atêm à locomoção pela água: costumam reunir-se em bandos que voam com destreza, exceto na época do cruzamento, adotando formações em V.

Originário da Europa e da Ásia, o ganso é uma ave da ordem dos anseriformes e dos gêneros Anser (gansos cinzentos) e Branta (gansos pretos) da família dos anatídeos, subfamília dos anseríneos. São maiores que os patos -- que integram a mesma família -- dos quais se distinguem, entre outras características, por não terem alargada a junção dos brônquios com a traqueia.

Os sexos são idênticos, no tocante à plumagem, porém o macho é em geral mais robusto. Os gansos alimentam-se principalmente de vegetais, que trituram com o denteado córneo do bico. Quando batem asas ou ao perceberem a aproximação de um perigo, emitem gritos profundos. Quando irritados, eriçam as penas do pescoço. O macho, assim que espanta um inimigo, solta uma nota triunfal, a que a parceira e os filhotes em geral fazem coro.

Os gansos nidificam no solo. Os ovos, de 3 a 12, brancos, sem brilho e ásperos, são incubados entre 24 e 33 dias pela fêmea, enquanto o macho monta guarda. A duração média de vida, que é de 10 a 15 anos em condições naturais, pode estender-se a mais de trinta, com cuidados especiais, em cativeiro.

A espécie mais representativa é Anser anser, da qual derivam as raças de criação doméstica. Nidifica no norte da Europa e da Ásia, mas migra para o sul no inverno. Outras espécies com o mesmo habitat são A. fabalis e A. albifrons. Na América do Sul destacam-se a Chloephaga hybrida e a C. leucoptera. Sob regime alimentar forçado, o fígado da raça conhecida como ganso-de-toulouse chega a pesar três quilos e serve de matéria-prima para o pâté de foie gras.

Principais viroses nas aves
Doença de Newcastle: Altamente contagiosa, afeta aves em qualquer idade. O vírus pode afetar e causar lesões no sistema digestivo, respiratório e nervoso, causando alta mortalidade. Aves com a doença de Newcastle na forma respiratória reduzem o consumo de alimentos e apresentam espirros, dificuldade em respirar, conjuntivite e, às vezes, inchaço da cabeça.Aves em produção de ovos reduzem bruscamente a produção. Na forma digestiva a doença pode provocar diarreia com presença de sangue e mortes repentinas sem nenhum sinal e as lesões se concentram no sistema digestivo caracterizando-se, principalmente, por úlceras e hemorragias.Na forma nervosa, que pode ou não estar associada à forma respiratória, observa-se a paralisia de pernas e asas, incoordenação, torcicolo e opstótomo. As melhores maneiras de controle consistem na VACINAÇÃO, isolamento dos casos e higiene impecável. Observação: o vírus da Newcastle pode provocar conjuntivite no ser humano, portanto cuidado ao manusear aves suspeitas, doentes ou vacinas.

Bronquite infecciosa: Doença que afeta somente galinhas e apresenta a forma respiratória em aves jovens, apresentando mortalidade elevada e sinais respiratórios semelhantes à Newcastle. Na galinha adulta em produção a forma preocupante é a genital, pois afeta postura tanto em qualidade como em quantidade dos ovos que se apresentam com casca mole, sem casca, perda de cor da gema e a clara mostra-se liquefeita. Também a vacinação é a melhor estratégia para prevenir.

Bouba aviária: Também conhecida por epitelioma contagioso, varíola das aves, difteria, "caroço", "pipoca"e "bexiga", afeta todas as aves e em qualquer idade, ocorrendo com maior frequência no verão devido à proliferação de mosquitos que disseminam o vírus de local para local, picando e sugando as aves. Quando a bouba infecta a pele, aparecem os nódulos nas regiões desprovidas de penas (crista, barbelas, em volta do bico e dos olhos). Quando afeta a garganta (forma diftérica), há formação de placas que podem se alastrar causando dificuldades para respirar, perda de apetite, prostação e mortalidade elevada. Também o melhor controle se faz com a VACINA, que pode ser aplicada logo ao nascer.

Doença de Marek: É uma neoplasia de origem viral que afeta aves jovens, caracterizando-se pela presença de tumores que podem ser encontrados nas vísceras das aves (Marek visceral), no sistema nervoso central e periférico (Marek neural), na pele (Marek cutânea) e no globo ocular (Marek ocular). Os sintomas de quase todas as formas levam a ave à prostação, paralisia e morte elevada. A vacina também pode ser dada com 1dia de nascidos os pintos.

Leucose linfoide: Assemelhada à doença de Marek, apresenta tumores internos de tamanhos variados e cor esbranquiçada, afetando aves adultas e com baixa mortalidade. É uma doença não contagiosa, de característica genética, devendo o indivíduo portador ser eliminado como reprodutor.

Encefalomielite aviária: Afeta e infecta aves adultas e jovens, mas somente as jovens, até 8 semanas de idade, desenvolvem a doença que é caracterizada por tremores e paralisia do pescoço e cabeça. Nas aves em produção há queda brusca de postura. Existe a vacina, principalmente para indivíduos destinados à reprodução.

Principais bacterióses
Colibacilose: Doença comum na avicultura, causando grandes prejuízos. A bactéria encontra-se nos intestinos de aves e mamíferos, sendo eliminada com as fezes. Portanto higiene é fundamental como sempre nos ambientes de criação.Os pintinhos podem nascer contaminados devido à contaminação das cascas dos ovos ou ainda, contaminar-se no pinteiro. Os sintomas: onfalite, aerosaculite, pericardite, perihepatite e peritonite.Os sintomas também podem estar localizados nas articulações, causando artrite e ou no oviduto, causando salpingite.Pela gravidade e difusão de sintomas, é doença que pode causar grande mortalidade. A higiene e desinfecção periódica das instalações é a melhor maneira de prevenir esta doença.

Salmonelose: Esta doença é uma das mais preocupantes pois pode representar problemas para o ser humano, pois as salmonelas infectam tanto mamíferos quanto aves, apesar de haver salmonelas específicas para cada caso, havendo entretanto, salmonelas consideradas não específicas. As principais são a pulorose, que afeta aves jovens, e o tifo aviário, que afeta principalmente aves adultas. As salmonelas não específicas causam o paratifo aviário. As salmonelas são altamente patogênicas para mamíferos e aves, causando alta mortalidade. Seus sintomas se confundem com com outras bacterioses, como a colibacilose e a diferenciação é feita com o isolamento e identificação da bactéria. O controle mais uma vez envolve higiene rigorosa e eliminação dos focos (aves portadoras da bactéria).

Micoplasmose: Altamente contagiosa, afeta aves de todas as idades apesar da baixa mortalidade. Seus sintomas podem ser: artrite e espirros.Como sempre a higiene e eliminação dos portadores é o controle eficaz.

Coriza infecciosa: Doença altamente contagiosa afeta aves em todas as idades, sendo a vacina a forma mais efetiva de controle.Ataca principalmente as vias aéreas e seus sintomas são espirros, conjuntivite, inchaço facial (sinusite). Evitar correntezas de ar e friagens pois costumam agravar os sintomas.

Pausteurelose: Também conhecida como septicemia hemorrágica e cólera aviária, infecta aves com mais de 6 semanas, provocando alta mortalidade. As carcaças de aves que morreram da doença são são o principal meio de infecção pois os roedores e outros animais levam a bactéria e a disseminam entre as criações. A bactéria pode permanecer na carcaça e no solo por até 3 meses. Seus sintomas são: febre, sonolência, congestão ou cianose de cristas e barbelas e morte repentina.O controle dessa doença baseia-se no combate aos ratos e roedores silvestres pois são considera- dos seus vetores além da higiene e desinfecção periódica das instalações. Também as vacinas aplicadas entre 10 / 16 semanas de idade (duas aplicações com intervalo de de 2 - 4 semanas) podem ajudar mas os resulta- dos não são 100% garantidos, portanto mais uma vez a prevenção consiste em muita higiene e controle de entrada de novos indivíduos no plantel ( quarentena).

Botulismo: Causado pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, é muito frequente nas criações de fundo de quintal devido ao hábito de fornecer sobras de comida caseira para as aves. As aves que ingerem a toxina existente na matéria orgânica em decomposição apresentam um quadro de paralisia flácida e morte repentina. No controle da doença deve-se evitar exatamente fornecer alimentação passível de desenvolver essas bactérias.

Estafilocose: A estafilocose aparece na forma difusa (septicemia) com mortalidade elevada, ou , na forma localizada, caracterizada por artrite e abscesso no coxim plantar, podendo afetar aves em qualquer idade. Higiene e desinfecção são as formas de controle mais eficazes.

Borreliose: Doença transmitida por carrapatos comum em criações de aves caipira.Sintomas: Palidez, anorexia, fezes esverdeadas e morte. O controle consiste em eliminar os ectoparasitas, principalmente os carrapa- tos.

Ornitose: A mesma doença é chamada de psitacose quando afeta psitacídeos (papagais,etc), clamidiose quando afeta o homeme ou outros mamíferos e de ornitose quando afeta aves não psitacídeas.A doença é muito grave de diagnóstico e tratamento difícil. Sintomas: dificuldades respiratórias, gastroenterite e morte. Exige o máximo de cuidados no manuseio dos cadáveres e carcaças pois é altamente contagiosa. É útil nesses casos o crematório.

Tuberculose: Causada pelo Mycobacterium avium, afetando principalmente aves adultas, principalmente as de criação caipira e de zoológico, sendo os suínos a fonte de contaminação para as aves. Os sintomas são dificuldade respiratória, palidez e manqueira. Como os bacilos são elimina- dos nas fezes e nos ovos, podem constituir um grave problema de saúde pública. As aves positivas devem ser eliminadas e incineradas.

Aspergilose: Doença infecciosa das aves jovens em geral, provocada por fungos (mofo) e capaz de causar grande mortalidade.A contaminação pode ocorrer durante a eclosão dos ovos, nos ninhos, nas criadeiras ou até nas granjas (cama e alimentos). Deve ser controlada evitando-se qualquer vestígio de fungos nas instalações e principalmente na sacaria de ração ou cereais de alimentação. Procure sempre comprar ração dentro do prazo de validade indicado na sacaria e armazene sempre em lugares isentos de umidade. Em caso de suspeita de contaminação, não forneça a alimentação às aves.

Principais Parasitoses
Coccidiose: É uma doença causada por parasitas que provocam lesões nos intestinos, podendo variar desde pequenas irritações até lesões mais graves, com hemorragias e necrose, além de alta mortalidade. Sinto- mas: perda de peso, despigmentação e diarreia com ou sem sangue. As aves se contaminam ao ingerir ovos (oocistos) maduros através da cama, ração ou água contaminados. Os oocistos são introduzidos na criação por equipamentos, homem, animais e insetos. O controle consiste em higiene e desinfecção e uso de drogas coccidiostáticas(normalmente já presentes em rações de boa qualidade).

Entero-hepatite: A doença é também chamada de cabeça negra dos perus ou histomoníase. Afeta principalmente perus jovens causando lesões necróticas nos cecos e fígado, com mortalidade elevada. Apesar de ser doença dos perus é importante estar alerta no caso de haver contato com essas aves e o plantel de galinhas.

Verminoses e ectoparasitoses: As verminoses são provocadas por diferentes formas de vida (parasitas) que usam os seus hospedeiros para retirar deles o seu sustento, afetando o desenvolvimento e a produção e levá-los até a morte.As ectoparasitoses mais frequentes são causadas por dermanissos, ornitonissos, sarna, carrapatos, percevejos, moscas e mosquitos. A Ectoparasitose pode debilitar as aves e predispô-las a outras doenças, portanto um controle efetivo deve ser feito pulverizando-se as instalações com inseticidas que tenham boa ação residual, evitando-se também a superpopulação de aves. Um programa de vermifugação deve ser instituído periodicamente e, no caso de dúvidas, encaminhar as fezes ou o parasita para identificação.

Doenças de origem nutricional ou metabólica
Diátese exsudativa: As aves mostram-se com edemas e hemorragia de tecido subcutâneo nas regiões baixas do corpo. A doença está relacionada com com deficiência de vitamina E e selênio. Pode ser controlada adicionando-se antioxidante às rações e a reposição desses elementos.

Encefalomalácia nutricional: As aves afetadas mostram-se com incoordenação motora, prostração e morte.As lesões se encontram principal- mente no cerebelo, que pode estar aumentado de tamanho e com hemorragia.A principal causa é a deficiência de vitamina E que deve ser adiciona- da à água de beber e melhorar a qualidade de alimentação fornecida.

Raquitismo: É uma doença carencial causada por deficiência de cálcio, fósforo ou vitamina D, podendo afetar o esqueleto como um todo, apresentando deformidades e consistência de borracha.Suplementos minerais além de boa alimentação evitam esses sintomas. O sol também ajuda na recuperação e prevenção do raquitismo.

Micotoxicoses: São doenças causadas por ingestão de alimentos contaminados por micotoxinas. A principal fonte de micotoxina para a ave é o milho e/ou a ração.As micotoxinas são produzidas por fungos, portanto qualquer aparência de contaminação (porções azuladas ou mofadas) no milho ou ração devem ser imediatamente descartadas. As aves apresentam sintomas de palidez, pouco crescimento, diarreia, hemorragia, alteração nos ovos e morte.

Ascite: A ascite caracteriza-se por acúmulo de líquido na cavidade abdominal, relacionada com lesões hepáticas, cardíacas ou pulmonares.Os quadros de ascite nas criações caipiras ou aves silvestres estão associados com processos neoplásicos (doença de Marek ou leucose linfoide) ou com lesões de fígado por micitoxina.

Métodos de controle das doenças aviárias
Isolamento: O isolamento tem como finalidade impedir que os agentes infecciosos penetrem no ambiente das aves.Esse isolamento deve ser uma preocupação por ocasião da construção dos aviários, recomendando-se que sejam isolados de ouros criatórios e que se controle o acesso de homens e animais. Outras instalações que devem ser pensadas são os locais para a quarentena, onde os novos indivíduos adquiridos ou de fora possam ser alojados por um período máximo de 10 dias para observação e até vacinação preventiva, antes de manterem contato com as aves já presentes no plantel.

Higiene: A higiene tem como finalidade prevenir doenças e preservar a saúde. Podemos observar que quase todas as doenças dependem de higiene para não se desenvolverem. Por tudo o que foi escrito e lido achamos que este é o ponto mais importante para quem quiser ter sucesso na sua criação. A higiene não está restrita apenas aos ambientes mas a todos os utensílios, comedouros, bebedouros, poleiros etc..e deve ser feita de 15 em 15 dias ou menos com água e creolina a 2%. Também a caiação dá  bons resultados: 20 litros de água + 1.5kgs. de cal extinta e 100ml de creolina. Pulverizações com formol ou Lysoform bruto também são úteis.

Vacinação: Apresentamos a tabela logo no início deste tema por acharmos de importância crucial na sobrevivência de nossas aves, tendo em vista o tráfego que as aves de competição e exposição realizam. Além do que,as aves vacinadas passam para os pintos os anti-corpos para os primeiros dias de vida. Os métodos de vacinação e suas peculiaridades estão na tabela no início desta matéria. Esperamos que todos dêem a máxima importância a tudo que foi exposto e conduzam suas atividades dentro destes critérios que só irão valorizar as criações e credenciar os criadores.

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