Caprinos | Características Gerais dos Caprinos

Caprinos | Características Gerais dos Caprinos

Caprinos | Características Gerais dos Caprinos
Graças a uma notável capacidade para viver em ambientes desfavoráveis, com escassez de pastos, a cabra pode ser boa fonte de receita, fato que lhe valeu a designação popular de "vaca de pobre".

O caprino, pertencente à ordem dos artiodáctilos, é um mamífero ruminante da família dos bovídeos. Várias espécies e subespécies do gênero Capra são encontradas em todo o mundo. Há incerteza quanto a sua origem geográfica, mas sabe-se que foi um dos primeiros animais domesticados pelo homem, que já consumia seu leite há mais de quatro mil anos. O macho denomina-se bode; a fêmea, cabra; e o filhote, cabrito. Tanto o macho como a fêmea são dotados de chifres ocos e enrugados, mas na cabra estes são voltados para trás, enquanto os do macho são retos.

A cabra doméstica (Capra hircus) é o resultado de cruzamentos sucessivos e intercorrentes entre diversas espécies e subespécies de formas primitivas encontradas em várias regiões da Terra. As espécies selvagens são: C. falconieri, C. aegagrus, C. prisca e C. dorcas.

À exceção das regiões polares, os caprinos são criados em todo o mundo. Os maiores rebanhos encontram-se na Índia, China, Turquia, Nigéria, Irã e Brasil. No que tange à qualidade, os melhores são os da Suíça, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido e Estados Unidos. A cabra é valiosa não só pelo leite, que é consumido in natura ou usado para o fabrico de queijo e manteiga, mas também pela carne do cabrito. Os chèvres, tipos de queijo francês muito apreciados em todo o mundo, são feitos de leite de cabra.

O rebanho brasileiro, que ainda não possui aprimoramento genético satisfatório, concentra-se principalmente no Nordeste e no Sudeste. As raças estrangeiras mais difundidas no Brasil são: toggenburg, saanen, nubiana, anglo-nubiana, murciana, mambrina e angorá. Entre as nacionais desta- cam-se as raças meridional, canindé e moxotó, encontradas principalmente no Nordeste.

As principais raças leiteiras são saanen, toggenburg, alpina, flamenga, murciana, maltesa, granadina e mambrina. As raças cachemira e tibetana produzem pêlo; valesiana e pirenaica, carne; canindé, curaçá, moxotó e africana, couro; dentre as raças de dupla aptidão destacam-se a nubiana (leite e carne) e a meridional (couro e carne). Embora a importância eco- nômica dos caprinos decorra principalmente da produção de leite, no Brasil sua criação visa mais a obtenção de couro e carne.

Os caprinos brasileiros fornecem pelos crespos e finos de excelente elasticidade, resistência e contextura. O couro é utilizado na fabricação de sapatos, luvas e outras peças de vestuário. O leite, de alto valor nutritivo, é rico em vitaminas A, D e B1, e pobre em vitaminas C e E. A carne mais apreciada é a do cabrito, castrado até 15 dias de idade.

Na criação extensiva, os caprinos alimentam-se de gramíneas, leguminosas, arbustos e folhagens diversas. Necessitam de um suprimento diário de proteínas, gordura, fibras, sais minerais e vitaminas. A criação em estábulo só é indicada quando o objetivo é a produção de leite ou de reprodutores.

No Brasil não há critérios rigorosos quanto à época mais propícia para a monta. O primeiro cio pode manifestar-se antes que a fêmea atinja os oito meses de idade. Os machos são ainda mais precoces. Disto resulta que a separação por sexo deve ocorrer antes dos seis meses. Somente após o primeiro ano de idade deve-se deixar o bode tentar a produção da primeira cria. O cio é curto (no máximo um a dois dias) e o ciclo estral -- que antecede e sucede a ovulação periódica das fêmeas -- dura de 15 a 20 dias. Decorridos 45 dias da parição, o cio volta a ocorrer. O período de gestação, de 136 a 164 dias, é mais curto nas cabras novas ou com mais de uma cria. A inseminação artificial é facilmente aplicável.

O período de lactação nas cabras não aprimoradas geneticamente dura apenas quatro meses, enquanto que nas de raças especializadas se prolonga, às vezes, por um ano. Nas criações intensivas, a ordenha é feita por processo mecânico e somente depois o filhote pode mamar. No início do aleitamento artificial, a cria consome até seis mamadeiras diárias, mas a partir do 15o dia já deve dispor de bom pasto e ração rica em sais minerais e vitaminas. A desmama pode ocorrer logo que os filhotes completam cinco semanas de idade. Os cabritos de raça nascem com peso de três a quatro quilos. Os trigêmeos e quadrigêmeos nascem com menos peso. Procede- se à castração antes do desmame.

Caprinae

Caprinae

Caprinae é uma inclui bodes domésticos e

O adjetivo referente ao grupo é capríneo. A criação desse tipo de animal pode ser denominada de caprinocultura, para as cabras, ou ovinocultura, para as ovelhas.

 O grupo surgiu no Miocênico mas só se tornou diversificado durante a última Idade do Gelo, quando muitos dos seus membros ocuparam habitats marginais como tundras, regiões sub-árticas ou desérticas. Os caprinos têm geralmente uma constituição robusta e são bastante flexíveis na sua alimentação, podendo consumir quase todos os tipos de matéria vegetal.

A maioria das espécies da Era Glacial estão extintas, maior parte provavelmente por causa da interação humana. Das espécies sobreviventes: cinco são classificados como em perigo de extinção; oito como vulneráveis; sete até agora necessitam medidas de conservação mas o risco é mais baixo; e sete espécies estão seguras.

Os membros do grupo variam consideravelmente em tamanho, de 1 metro do Goral Cinzento, Nemorhaedus goral, para mais de 2.5 metros do boi-almiscarado, e de 30 kg para mais de 350 kg. Bois-almiscarados em cativeiro podem passar de 650 kg.

No estilo de vida, os caprinos caem em duas classes, os defensores do recurso que são territoriais e defendem uma pequena área rica em alimentos de outros membros da mesma espécie, e os pastadores, que juntam-se em rebanhos e vagueiam livremente sobre uma área maior, geralmente relativamente infértil.

Os defensores do recurso são um grupo mais primitivo: tendem a ser menores no tamanho, escuros na coloração, os machos e as fêmeas são razoavelmente iguais, orelhas tasseladas, uma crina longa, e chifres em forma de adaga. Os pastadores evoluíram mais recentemente. Tendem a ser maiores, altamente sociais, e demarcar melhor os territórios com glândulas odoríferas, evoluíram altamente nos comportamentos de dominância. Não há nenhuma linha divisória entre os grupos, apenas um continuidade iniciando nos Serows e terminando em carneiros, cabras verdadeiras, e bois-almiscarados.

É pensado que os antepassados dos carneiros e das cabras modernas moveram-se para regiões montanhosas: os carneiros tornaram-se ocupantes especializados das elevações e das planícies próximas, e de pular e escalar para defender-se dos predadores; cabras adaptaram-se ao terreno muito íngreme onde os predadores estão em desvantagem.

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